As nuvens se anuciam,
Formando fortes melancolias,
Das minhas dores, um mar de harmonia,
Dando vida ao fim do meu dia.
Nada como as estrelas para alcamar,
Minha ansiedade que vive à gritar,
E das margens do meu despertar,
Saberei a quem devo esperar.
O vento sopra pelos cantos,
Como contos e com encantos,
Será que devo eu, com cantos,
Encantar seus sonhos, sem transformá-los em contos?
Uma forma de viver,
De encarar e de aprender,
Maneiras para admirar e amadurecer,
Para mais tarde não se arrepender.
Um céu estrelado,
Com motivos dobrado,
Para ver a lua em contato,
Com o chão espelhado.
Nenhuma lágrima em meu rosto,
Valerá o esforço,
Sem antes eu ter lutado,
Pelo desvairado sonho enrolado.
Com desejos entrelaçados,
Em meu peito esmigalhado,
Mesmo que eu não aguente o fardo,
Conhecerei a vontade do outro lado.
